quinta-feira, 28 de julho de 2011

O que é o Brasil?






Cel Paulo Ricardo Rocha Paiva
Prof. Marcos Coimbra


Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.

É com tristeza e preocupação que presenciamos a trajetória atual do nosso Brasil. A Nação do futuro sofre problemas atrozes, capazes de levá-la a um desastre nunca imaginado nos piores cenários traçados pelos especialistas do ramo.

Se não, vejamos. Há quarenta anos nosso país encontrava-se em situação muito melhor do que a China, atual segunda economia mundial, caminhando para ser a primeira em 2030. Eles possuem um sistema econômico pujante, que poupa e investe cerca de 50% do seu PIB. Lá os corruptos são punidos com um tiro na nuca e a família do meliante ainda deve pagar o custo da bala. Possuem o domínio da tecnologia nuclear e espacial, tendo artefatos nucleares em condições de ser empregado na defesa de seus interesses. Seu planejamento estratégico abrange gerações.

E nós, ficamos para trás. Os fatos são avassaladores. De início, não possuímos um Plano Nacional de Desenvolvimento. Ora, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. E quem não traça seu destino o terá traçado por outro. A corrupção atingiu um caráter endêmico, abrangendo os três Poderes, em especial o Executivo em seus três níveis.

Existe já a expectativa de qual será o escândalo da semana, pois a série é interminável. A cada momento, surge um mais escabroso do que os outros. E o pior é a garantia da impunidade. Os delitos são cometidos, a imprensa apura, denuncia, exercendo o papel que deveria caber aos órgãos de controle das respectivas administrações, mas ninguém é punido de fato. O máximo que ocorre é sair, a pedido, do atual cargo para, no futuro, ocupar outra posição ou comandar o processo de indicação do substituto.

Consideramos como principais crimes cometidos pelos atuais detentores do poder político no Brasil a abertura para a perda da Integridade do Patrimônio Nacional e o abandono da educação da nossa juventude.

O crime de lesa-pátria cometido pelas sucessivas administrações federais e demais “autoridades” no processo de demarcação de áreas indígenas e do reconhecimento do direito de propriedade de “quilombolas” é imperdoável. Seus autores terão seus nomes inscritos na galeria de traidores da Pátria, ao lado de Joaquim Silvério dos Reis e outros. A rede Bandeirantes mostrou, na semana passada, em várias reportagens as barbaridades cometidas contra o país e cidadãos brasileiros, bem como suas trágicas consequências, no relativo à demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol. E o mesmo está em vias de acontecer no Mato Grosso do Sul.

De início, o modo cruel e violento, digno das piores ditaduras, com que uma verdadeira “gestapo” invadiu propriedades privadas, sem ordem judicial, para expulsar seus legítimos proprietários, há décadas, jogando-os na miséria. E tudo isto para cumprir orientação oriunda de pressões externas de países e ONGs interessadas nas riquezas lá existentes.

Para culminar, a falta de visão dos irresponsáveis que perpetraram tal crime, ignorando o que aconteceu e está acontecendo no mundo (esquartejamento da Iugoslávia, ocupação do Iraque, Afeganistão, agressão à Líbia etc.).A questão “quilombola”, inventada de fora para dentro representa igual risco para a Soberania Nacional. Criaram as condições, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou razão pior, para a balcanização do território brasileiro, com perda de nossas principais riquezas.

Outro desatino grave refere-se ao desprezo como é tratada nossa juventude, em especial no tocante ao processo educacional. Os pais, cada vez mais exigidos pelo consumismo criado artificialmente, passaram a não ter condições reais de educar seus filhos, transferindo a responsabilidade para as escolas. Ora, a função delas é ensinar e complementar a educação que as crianças deveriam receber no Lar. Não a de substituí-lo. Neste danoso processo, o futuro de nosso país, representado pela juventude, está seriamente comprometido.

Qual a família responsável que não está seriamente preocupada com a integridade física, moral e intelectual de seus descendentes? Os meios de comunicação, ao invés de atuar positivamente, deseducam, transmitindo programação de baixo nível, com inteira subversão dos valores e princípios morais e éticos do povo brasileiro. O homossexualismo é glorificado e a descriminalização das drogas pregada até por ex-presidentes da República.

Querem atingir quais objetivos com a propagação destas anomalias?  Qual o pai que deseja ver seus filhos atingidos pelas drogas ou por outros vícios terríveis? O que o MEC pretende pagando edições de milhares de livros, onde a língua portuguesa é agredida e a matemática subvertida, bem como tentando patrocinar a divulgação de “kit gay”? Por que não investir estes recursos na melhoria da qualidade do precário ensino público oferecido aos nossos jovens? Afinal, não adianta ser a sétima ou sexta economia do mundo sem a existência de um povo capaz de usufruir os benefícios desta situação. Serão servos dos “donos do mundo”, meros extratores de matérias primas, eternamente dependentes, sem condições de autonomia e auto-suficiência. O desastre é total. Até nos esportes, passamos a perder todas, ao contrário do passado quando ganhávamos quase todas.


mcoimbra@antares.com.br


E agora, para ajudar a pensar, vai tres músicas do Gabrile Pensador:
Mentiras do Brasil
Pega ladão
É pra rir ou pra chorar?
 

domingo, 10 de julho de 2011

O que é droga?

Pessoal tenho que confeçar algo muito grave a respeito da minha saúde: ontem usei drogas! sério, e usei das mais pesadas; que entorpeceu até as minhas ideias. Querem saber que droga é essa?:

Ontem assisti ao jogo da Seleção Brasileira de Futebol

Prometo aos meus amigos que nunca mais assisitrei jogo nenhum de futebol.

Para não perder o costume sugiro a música do Skank:
http://www.youtube.com/watch?v=ftVoTWgSaQk

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que é o Capitalismo?



É um sistema de desenvolvimento apenas econômico e financeiro, pertencente aos banqueiros e multinacionais, ao qual criam uma forma de governo chamado de corporatocracia, cujo objetivo é maximizar os lucros sem considerar os custos sociais e ambientais, atravéz da subjugação dos povos pelas enormes dívidas monetárias internacionais.

Quando um economista capitalista diz que acredita na liberdade, o que ele quer dizer na verdade é:

1- Se voce nao é a favor do livre mercado entao voce é contra a liberdade.

2- Facilitar a maximização da transformação do dinheiro em mais dinheiro para os detentores do capital privado.

Isso, meu caro leitor, não te soa um pouco demoníaco?

Penso, logo resisto

"Penso, logo resisto". Esta paráfrase da célebre conclusão de Descartes, toma um outro rumo, agora, político. Uma variante dela poderia ser: Resisto porque penso! Deveras, se resistimos, fazemos isso com bons motivos, e o maior deles é a Liberdade. Não essa mera liberdade de comprar e vender, do dito livre mercado, mas a Liberdade de exercermos quem realmente somos e de viver plenamente! Precisamos não apenas dar nossa resposta à vida, mas, também, nossa proposta de vida a nós mesmos! Nesse sentido, quem é que pode exercer afirmativamente essa última proposição? Arrisco uma resposta: ninguém! Não obstante, ou se está no sistema ou está fora. Se está fora fica distante das benesses do mesmo; se está dentro, vive como um louco para permanecer nele!  

Não é a toa que essa marcha da liberdade esteja preocupando os coronéis da nossa política. Devem estar com receio, porque já estão pensando alguma forma de criminalizar tais manifestações!
Para terminar: para ser realmente sustentável, num planeta finito como o nosso, há de ser contra o consumismo desenfreado. Nesse sentido, o que é desenvolvimento? É econômico ou humano? Se for econômico o planeta vai falir! Uma hora ou outra todas as pessoas terão que fazer sua escolha.

E você meu caro leitor, em que você resiste?

sábado, 30 de abril de 2011

O que é uma crise existencial e qual é o papel da filosofia nela?

Crise existencial é o processo filosófico de ressignificação do que não tem mais sentido em algo com um sentido novo. Não obstante, esse sentido pode ser um tanto quanto incerto dependendo da duração de seu processo. Nesse sentido há crises existenciais de todos os matizes: rápidas ou lentas, curtas ou longas, dolorosas ou alegres. Entretanto, para não se desesperar, é preciso reconher que um processo passa por etapas, com as quais é possível verificar as mudanças efetivadas e, perceber o quanto se andou de etapa à etapa.

Interessante é que só agora eu entendi plenamente a música do grande roqueiro filósofo Raul Seixas:
http://www.youtube.com/watch?v=9j5Jhpd1H98

Será que sobra o coração?

Minha querida,

Passei por inúmeras crises existenciais. Esta última foi devastadora, pois acabou com quase todas as minhas crenças, sejam filosóficas, políticas ou religiosas. Agora só acredito no meu coração. E ele me diz que só tem dois sentimentos pelos quais ainda é valido lutar na vida: a amizade e o amor. A amizade pelos meus amigos e o amor por você. O que eu posso fazer se eu te amo, além do espaço e apesar do tempo? Esperar por ti.

segue uma música, desta vez, não para ajudar a responder, mas, para ajudar a questionar:

sábado, 2 de abril de 2011

Apenas mais um entardecer

          É final de tarde. Pela janela do meu quarto olho o entardecer. As árvores balançando ao sabor do vento distraem a minha atenção. Tenho o mundo inteiro ao meu alcance, porém, não a doçura. Porque o mundo é o exterior, enquanto ela é o meu interior. Nunca mais fui o mesmo, nem quando a conheci e tampouco quando a perdi. Agora eu vivo, ou melhor, tento viver no abismo sombrio das minhas noites de insuportável insônia. Ao me recolher ao leito do meu descanso, firmava na mente a ideia de tranquilidade para embalar o meu sono. Tudo bobagem. Os pesadelos torturam-me. Nem dormir eu consigo mais. Pergunto-me às vezes se tudo isso tem algum sentido. Impossível saber. Convulsiono-me de ódio, mas em vão, pois o meu coração, apesar de sensível, não aceita tal desventura. Não obstante, tento morrer a cada entardecer, mas, como um morto-vivo, busco no conhecimento a distração para um Tempo lerdo que retarda a consumação plena da minha vida.

E você meu caro leitor, o que faz a cada entardecer?

"Não sou alegre nem triste: sou poeta"
Cecília Meireles