quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que é o Capitalismo?



É um sistema de desenvolvimento apenas econômico e financeiro, pertencente aos banqueiros e multinacionais, ao qual criam uma forma de governo chamado de corporatocracia, cujo objetivo é maximizar os lucros sem considerar os custos sociais e ambientais, atravéz da subjugação dos povos pelas enormes dívidas monetárias internacionais.

Quando um economista capitalista diz que acredita na liberdade, o que ele quer dizer na verdade é:

1- Se voce nao é a favor do livre mercado entao voce é contra a liberdade.

2- Facilitar a maximização da transformação do dinheiro em mais dinheiro para os detentores do capital privado.

Isso, meu caro leitor, não te soa um pouco demoníaco?

Penso, logo resisto

"Penso, logo resisto". Esta paráfrase da célebre conclusão de Descartes, toma um outro rumo, agora, político. Uma variante dela poderia ser: Resisto porque penso! Deveras, se resistimos, fazemos isso com bons motivos, e o maior deles é a Liberdade. Não essa mera liberdade de comprar e vender, do dito livre mercado, mas a Liberdade de exercermos quem realmente somos e de viver plenamente! Precisamos não apenas dar nossa resposta à vida, mas, também, nossa proposta de vida a nós mesmos! Nesse sentido, quem é que pode exercer afirmativamente essa última proposição? Arrisco uma resposta: ninguém! Não obstante, ou se está no sistema ou está fora. Se está fora fica distante das benesses do mesmo; se está dentro, vive como um louco para permanecer nele!  

Não é a toa que essa marcha da liberdade esteja preocupando os coronéis da nossa política. Devem estar com receio, porque já estão pensando alguma forma de criminalizar tais manifestações!
Para terminar: para ser realmente sustentável, num planeta finito como o nosso, há de ser contra o consumismo desenfreado. Nesse sentido, o que é desenvolvimento? É econômico ou humano? Se for econômico o planeta vai falir! Uma hora ou outra todas as pessoas terão que fazer sua escolha.

E você meu caro leitor, em que você resiste?

sábado, 30 de abril de 2011

O que é uma crise existencial e qual é o papel da filosofia nela?

Crise existencial é o processo filosófico de ressignificação do que não tem mais sentido em algo com um sentido novo. Não obstante, esse sentido pode ser um tanto quanto incerto dependendo da duração de seu processo. Nesse sentido há crises existenciais de todos os matizes: rápidas ou lentas, curtas ou longas, dolorosas ou alegres. Entretanto, para não se desesperar, é preciso reconher que um processo passa por etapas, com as quais é possível verificar as mudanças efetivadas e, perceber o quanto se andou de etapa à etapa.

Interessante é que só agora eu entendi plenamente a música do grande roqueiro filósofo Raul Seixas:
http://www.youtube.com/watch?v=9j5Jhpd1H98

Será que sobra o coração?

Minha querida,

Passei por inúmeras crises existenciais. Esta última foi devastadora, pois acabou com quase todas as minhas crenças, sejam filosóficas, políticas ou religiosas. Agora só acredito no meu coração. E ele me diz que só tem dois sentimentos pelos quais ainda é valido lutar na vida: a amizade e o amor. A amizade pelos meus amigos e o amor por você. O que eu posso fazer se eu te amo, além do espaço e apesar do tempo? Esperar por ti.

segue uma música, desta vez, não para ajudar a responder, mas, para ajudar a questionar:

sábado, 2 de abril de 2011

Apenas mais um entardecer

          É final de tarde. Pela janela do meu quarto olho o entardecer. As árvores balançando ao sabor do vento distraem a minha atenção. Tenho o mundo inteiro ao meu alcance, porém, não a doçura. Porque o mundo é o exterior, enquanto ela é o meu interior. Nunca mais fui o mesmo, nem quando a conheci e tampouco quando a perdi. Agora eu vivo, ou melhor, tento viver no abismo sombrio das minhas noites de insuportável insônia. Ao me recolher ao leito do meu descanso, firmava na mente a ideia de tranquilidade para embalar o meu sono. Tudo bobagem. Os pesadelos torturam-me. Nem dormir eu consigo mais. Pergunto-me às vezes se tudo isso tem algum sentido. Impossível saber. Convulsiono-me de ódio, mas em vão, pois o meu coração, apesar de sensível, não aceita tal desventura. Não obstante, tento morrer a cada entardecer, mas, como um morto-vivo, busco no conhecimento a distração para um Tempo lerdo que retarda a consumação plena da minha vida.

E você meu caro leitor, o que faz a cada entardecer?

"Não sou alegre nem triste: sou poeta"
Cecília Meireles

terça-feira, 15 de março de 2011

O que é direito e liberdade de pensamento?

     O aluno após ser ridicularizado pelo professor devido a um comentário despretensioso, pergunta:
     -  Professor, então nós não temos direito ao pensamento?
     - Se for o que eu penso, tem! - falou o professor como se fosse a última bolacha do pacote, depois completou: - Vou deixar ainda mais claro para você entender: você tem o dever de pensar como eu quero, um analítico doutorado no exterior - falou todo pomposo.
     - Quer dizer - retoma o questionamento - que nem liberdade para pensar nós temos?
     - Aluno não tem liberdade, ainda mais um aluno brasileiro! A função de vocês é de entender razoavelmente as ideias de fora para poderem testá-las. Vocês são nossos fantoches e seu país é o nosso laboratório!
    Uma pequena pausa para acomodar uma ligeira indigestão... depois, o aluno pensa consigo mesmo:
    "Este professor aprendeu mesmo como ser um brilhante papagaio "verde-amarelo" doutorado. Onde as ideias de fora são a Casa Grande, ele - e alguns outros professores - são os Feitores e nós alunos compomos a Senzala. Não obstante, eu vou prestar atenção a para tudo o que este papagaio quer reproduzir como sua verdade, para poder transcrever tudo integralmente na sua prova. Pois sua disciplina é obrigatória e eu preciso passar!

E você, meu caro leitor, você tem liberdade de pensamento?

Vai ai uma música para ajudar na resposta, de Gabriel Pensador, Se liga aí:
http://www.youtube.com/watch?v=o1vbkp_WZwU

segunda-feira, 14 de março de 2011

O que é Liberdade?

A Liberdade é uma intensionalidade!

           Quando falamos em abertura epistemológica, instintivamente pendemos para uma possível construção e acomodação de novos conhecimentos, ou, sua salutar modificação. Entretanto, há momentos em que não aceitamos essa abertura, justamente porque ela se dá por desconstrução e, no lugar dos seus destroços ainda não temos outro conhecimento equivalente que sirva como base para a vida.
Essa situação desconstruída e bagunçada por escombros, muitas vezes nos embrulham o estômago a tal ponto que nos forçam a desejar que tal estado não tivesse acontecido. Os que cedem a esse desejo retornam às suas crenças razoáveis e anseios menores vivendo em paz consigo mesmos na conformidade de suas consciências. Não obstante, há os que persistem bravamente em suas desconstruções, ainda que, com uma náusea existencial; esses são chamados de filósofos.
Devemos ser pensadores comprometidos epistemologicamente. O que isso tem a ver com a liberdade? Porque não podemos concebê-la apenas como sentimento, mas, também, como conhecimento. Isso nos remete novamente à questão anterior e elenca duas questões:
1) A liberdade é intencional? É um evento mental que sempre aponta para “algo”? Nesse sentido a liberdade seria “Liberdade de”. 2) A liberdade proviria de uma intencionalidade? A liberdade então seria esse algo pelo qual alguma intencionalidade aponta? Assim, a liberdade seria “Liberdade em si”.
A primeira noção traz para mais perto de nós uma “Filosofia da Ação”. Já a segunda nos remete a uma metafísica.
Sem desprezar a metafísica, mas elegendo a Ação, como algo epistemologicamente verificável e de âmbito público, o inicio dessa busca pela noção de Liberdade. A Liberdade enquanto Ação.

Então:

“O que é Liberdade? Liberdade é Liberdade de, conscientemente, comprometermo-nos com os nossos ideais, que constituem a nossa verdadeira subjetividade autêntica, criadoras de nossas 'opções alternativas' em face às opções que nos são impostas. Liberdade de, conscientemente, dar, não apenas a nossa resposta à vida, mas, principalmente, nossa proposta de vida a nós mesmos”.

E você, meu caro leitor, qual a sua proposta de vida para você mesmo?

Para ajudar na resposta dê uma olhada nessa música de Geraldo Vandré: